domingo, 31 de julho de 2011

Na Garagem

 Dodge Charger "2.ª geração" - 1968 à 1970



"Dodge Charger R/T - 1968"

   No início dos anos sessenta John De Lorean através da Pontiac lança uma nova febre entre os entusiastas por automóvel, o GTO. Um carro 'médio' com motor 'grande' e com isso a proposta de um carro esporte acessível, nascia ali a era dos "Muscle-Cars". Com o sucesso do GTO, os demais fabricantes de automóveis precisavam inovar para não perderem mercado.  A Chrysler demorou um pouco para reagir à corrida dos lançamentos, a intenção era usar a plataforma B para um carro com apelo esportivo com estilo fastback e compartilhar o máximo de peças já existentes.
  O nascimento do Charger ocorre pela pressão dos revendedores do grupo Chrysler para atender um novo nicho de mercado onde ficasse num patamar superior aos "Pony-Cars" para que não concorresse com o Barracuda da Plymouth, esta uma das divisões Chrysler.

  
"Dodge Charger - 1966"

   Em 01 de janeiro de 1966 estreava ao mundo o novo Dodge Charger e com ele, a introdução de uma versão de rua do motor Hemi Chrysler 426 (7,0 L). Com o Charger, a Dodge teve um novo modelo para construir uma imagem de desempenho aproveitando a fama dos motores Hemi em pista.
   O Charger tinha um desenho inovador, grade dianteira trazia faróis ocultos e um sistema elétrico que os descobria quando utilizados. Na traseira do novo Dodge lanternas de seis lâmpadas que ocupavam toda a sua extensão.  No interior, um volante imitando madeira, quatro individuais assentos e um console que dividia o habitáculo da frente até os bancos de trás. Assentos, painéis das portas, luzes de cortesia, interior no geral muito bem acabado. 
   Motores? Apenas V8, apesar de um 6 em linha (Slant-Six) que tornou-se padrão em 1968. Em 1966, quatro motores foram oferecidos: o modelo base um 318 de 5.2L (mesmo do Dodge nacional) e o 361 de 5.9L ambos com carburador de corpo duplo, um 383 de 6.3L e os novos 426 Street Hemi com carburadores de corpo quádruplo. As transmissões de três velocidades manual no volante, uma com quatro velocidades manual no console ou automática de três velocidades.

"Dodge Charger R/T - 1968"
   A plataforma B foi redesenhada para 1968 e no interior, a quase nada compartilhado com seus irmãos de primeira geração. Os assentos traseiros foram embora dando lugar à um único banco. O motor padrão era o 318 de 5.2 L até meados do ano quando 'slant-six' 225 de 3.7L entrou para a gama de ofertas disponíveis. O 383 de 6.3L continuava com as mesmas opções e um pacote de alta performance foi adicionado, o R/T ("Road/Track" de Rua/Pista). O R/T vinha com o motor "Magnum" 440 de 7.2L ou os Hemi 426 de 7.0L como opcional.
   Em 1968, Chrysler Corporation lançou uma nova campanha publicitária,  uma abelha com um motor em suas costas. Estes carros foram chamados de "Scat Pack". O Coronet R/T , Super Bee , Dart GTS e Charger R/T poderiam vir com duas listras em sua seção posterior. As listras eram padrão no R/T e eram disponíveis em vermelho, branco ou preto.




   Os Modelos:
  • Charger
  • Charger 500
  • Charger R/T
  • Charger Daytona
   Os Motores:
  • 225 pol³ - 6 cil. em linha (3.7 L) "Slant-Six", alimentado por 1 carburador de corpo simples (1969-1970)
  • 318 pol³ - V8 (5.2 L), alimentado por 1 carburador de corpo duplo 
  • 383 pol³ - V8 (6.3 L), alimentado por 1 carburador de corpo duplo
  • 383 pol³ - V8 (6.3 L), alimentado por 1 carburador de corpo quádruplo
  • 426 pol³ - V8 (7.0 L) Hemi, alimentado por 2 carburadores de corpo quádruplo
  • 440 pol³ - V8 (7.2 L), alimentado por 1 carburador de corpo quádruplo
  • 440 pol³ - V8 (7.2 L) Six-Pack, alimentado por 3 carburadores de corpo duplo (1970)
   Fotos:
 
 

 

 
 
 


"Este vai pra garagem em sua versão HEMI por sua brutalidade e beleza, além de ser um Mopar!"

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente um carro incrível!

Abraços,

José Antônio.